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Fase 3 — Review

Fase 3 — Review

Aprovação humana explícita antes de gastar tokens em execução.

Atributo Valor
Quem dirige Humano — exclusivamente
Papel da IA Nenhum (não participa)
Entrada DARE/BLUEPRINT.md
Saída ✓ aprovação ou rejeição com feedback
Tempo típico 5-10 min
Próxima fase Execute (se aprovado) ou volta pra Architect

🎯 Objetivo

Validar que o BLUEPRINT atende ao DESIGN, antes de acionar a fase Execute (onde tokens são gastos efetivamente). Cada bug arquitetural não pego aqui custa 10x mais depois.

Esta é a fase mais importante do método pra qualidade do output final, e ironicamente a mais subestimada.

📋 O que fazer

1. Lê o BLUEPRINT.md inteiro

Sim, inteiro. Sem "skim". Se você passou o olho rápido, não fez Review — fez auditoria de fachada.

2. Confronta com o DESIGN.md

Pergunta a cada parte do Blueprint: "Isso atende qual critério de sucesso do Design?". Se algum não-objetivo do Design aparece sendo implementado, marca como bug.

3. Checa premissas

Cada premissa explícita do Blueprint precisa ser verdadeira ou aceitável como risco. Se está falsa, retorna pra Architect.

4. Analisa trade-offs

Pra cada decisão importante: a IA propôs alternativas? A justificativa faz sentido pro seu contexto (não pro contexto genérico)?

5. Identifica gaps

O que está faltando? Validação? Tratamento de erro? Logs? Auth? Considere stack-específicos:

6. Decide

Aprovar: marca o BLUEPRINT.md como pronto (ex: adicionar <!-- ✓ APROVADO em YYYY-MM-DD por <nome> --> no topo).

Rejeitar: comenta inline o que precisa mudar. Volta pra Architect com feedback claro.

🧪 Checklist concreto

Use isto como guia:

- [ ] Todos os critérios de sucesso do DESIGN têm contraparte no BLUEPRINT
- [ ] Não-objetivos do DESIGN não estão implementados
- [ ] Stack escolhida tem justificativa válida pro contexto atual
- [ ] Estrutura de pastas é navegável (não tem 5 pastas vazias / artificiais)
- [ ] Modelos de dados cobrem todos os campos necessários
- [ ] Contratos de API têm: input, output, erros possíveis, status codes
- [ ] Auth e autorização explicitamente modelados (se aplicável)
- [ ] Validação de inputs prevista
- [ ] Estratégia de tratamento de erros definida
- [ ] Logs / observabilidade prevista
- [ ] Tests planejados (tipo + coverage mínimo)
- [ ] Migrations / setup inicial documentados
- [ ] Riscos têm mitigação concreta (não apenas listados)
- [ ] Lista de tarefas é granular o suficiente (cada task < 1h de execute)

🚫 Anti-padrões comuns

"Approval theater"

Você lê 30s, fala "tá bom", e aprova. Garantido que vai pegar bug arquitetural na fase Execute. Se não tem 5-10 min pra revisar de verdade, não inicie a feature ainda.

"Quero refinar na execução"

Pensamento: "deixa eu aprovar agora, conserto detalhes depois".
Realidade: detalhes não corrigidos viram código que precisa ser refeito. Mais barato corrigir o markdown agora.

"Não sou eu que valido"

Você é o único dono do projeto. Mesmo que peça pra alguém revisar, você continua sendo o validador final.

"Vou aprovar e ir tomar café"

Após aprovar, fica disponível durante a fase Execute pelos primeiros 10-15 min. É quando bugs do Blueprint se manifestam mais cedo. Se algo der errado, você intervém rápido.

🔁 O que acontece se rejeitar

Review (rejeita) → Architect (refina) → Review (rejeita) → ...

Não há limite formal de iterações entre Architect ↔ Review. Mas se você está no terceiro round e ainda discordando da arquitetura, provavelmente o DESIGN está com furo. Volta pro Design.

🎯 Princípio resumo

Tokens gastos em Execute pós-aprovação ruim são desperdício.
Minutos gastos em Review são investimento.

Em valor monetário direto: 1h da sua atenção em Review pode evitar 50h de IA produzindo código errado.

🔗 Próximo

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